Geralmente quem busca uma cerveja sem glúten, é celíaco. Ou seja, tem alergia, ou intolerância à glúten. Antigamente era raro achar uma cerveja totalmente sem glúten. No mercado as que apareciam eram quase sem glúten, com 20 ppm apenas.

Hoje o mercado se divide entre as 100% sem glúten, e as com glúten reduzido. Estas trazem rótulos com medidas menores que 20 ppm – partículas por milhão. De acordo com o grau de intolerância, a reação pode ser bem grave, não dá para arriscar.

Se não tem glúten, tem o quê?

Trigo, e sorgo, por exemplo. Não qualquer trigo, só o trigo sarraceno. E o sorgo não é muito comum por aqui, mas também é usado para ótimas cervejas sem glúten. Além disto, arroz, milho e milhete, são outras opções. Para quem é mais ousado, até quinoa pode servir.

O glúten da cerveja vem principalmente da cevada. Mas além dela é possível que os outros cereais – maltados ou não – presentes como aditivos, tenham glúten. Cervejas de trigo, ou que usam trigo na composição, por exemplo. Centeio também faz parte da lista negra, e muitos outros.

O risco não é apenas estes ingredientes na composição, e sim, uma contaminação por usar o mesmo espaço. Explico. Quem é celíaco não pode, por exemplo, comer o milho que foi processado na mesma maquina que processa trigo. Há um risco de contaminação, e o que deveria ser sem glúten, fica contaminado.

Os cereais que são alternativas não podem ter sido plantados, nem colhidos, ou armazenados, nos mesmos lugares por onde passou algum cereal com glúten. Percebeu o tamanho da responsabilidade de quem se atreve a fazer a breja glúten free?

Na falta de uma, te trazemos 9 cervejas sem glúten

 

Lake Side Beer Lager

É a primeira cerveja brasileira sem glúten. É produzida em Passo Fundo/RS utilizando uma técnica desenvolvida pela própria cervejaria. A bebida apresenta aroma de malte e fermento, com sabor levemente adocicado. Muito parecida com as Lagers artesanais tradicionais. Tem ainda outros rótulos pra você conhecer.

Lake Side Beer Malzbier

Malzbier e sem glúten. Perfeita, conta com um leve aroma de chocolate, e dá pra sentir a avelã.

Lake Side Crazy Rye

Esta aqui é cm glúten reduzido por uma enzima. O processo todo foi até patenteado. Quem é celíaco pode tomar sem medo, e como ela é uma cerveja que leva centeio, a experiência pode ser interessante. É fabricada no sul do Brasil, também. Como as anteriores e a próxima.

Tássila

A Tássila é uma cerveja democrática. Pelo menos é o que propõe a marca. A ideia foi produzir uma cerveja sem glúten e com pouco álcool. É feita de trigo sarraceno, ou seja, não é glúten reduzido. É zero. E, tem um teor alcoólico de 3,6%. Não é a única, mas é um ponto a favor. Até quem toma algum tipo de medicação, pode pedir ao médico para dar uma ‘liberada’ vez ou outra. Promete entregar uma versão sem glúten da cerveja Saint Bier.

Pilsener

Esta é da Green’s e dá uma sensação de exclusividade. Eles se dedicam a criação de cervejas sem glúten, e só. É estilo Pilsen, levemente frutada e com notas cítricas no fundo.

Glutenberg

Mais uma estrela famosa entre as cervejas sem glúten. A Glutenberg ganhou prêmios e tem comentários positivos na maioria dos rankings em que aparece. Pode ser que não agrade aos bolsos.

Damm Estrella Daura

A Damm Estrela Daura já fez história. Foi a primeira cerveja com glúten reduzido a ser comercializada no Brasil. E, uma das primeiras da Espanha. É de malte de cevada, com o glúten reduzido posteriormente. Mas, é uma Lager que não perde em nada para as outras. É possível sentir o aroma do lúpulo, e a cor é bem próxima de um dourado claro.

Talvez seu sucesso – ela é um sucesso mundial – se deva ao fato de que foi produzida em conjunto com o Conselho De Pesquisa Cientifica Espanhol. Eles queriam algo que funcionasse bem e agradasse não só aos celíacos. Deu certo.

 Mongozo

Outra cerveja espanhola que vale a pena falar é a Mongozo. Muito premiada, não tem glúten. Usa arroz, e malte de cevada. No final, a graduação alcoólica chega a 5%. É um pouco mais amarga que a Damm. Muita gente diria que é mais encorpada. E é mais escura também. Vale provar e descobrir.

Cerveja Loba Berry Saison

Esta aqui é outra de trigo sarraceno. Vale a pena testar e ver se gosta. A graduação alcoólica sugere o consumo por pessoas que estão se aventurando agora com cervejas especiais. Tem só 3,6%. Além destas, você ainda pode procurar a Capitu, uma nacional premiada, e a Krug Bier Submissão, que promete te deixar encantado, e submisso já no primeiro gole. Só para citar mais duas.

 

Se você conhece alguma e quer aumentar nossa lista, pode falar que colocamos aqui. Deixe aí nos comentários. 😉